Nocturno – Matriz de Ponte de Lima
António Carneiro, c. 1913
Não fosse o título e não teríamos qualquer referente identificável nesta pintura, um dos exemplos dos vários Nocturnos que António Carneiro pintou. Numa atmosfera silenciosa e irreal de luz violácea, contra o céu nocturnal, destaca-se a sombra de uma torre recortada contra o céu obscurecido e pontuada de súbitas luzes, definindo uma atmosfera irreal de suspensão temporal que evoca a pintura nórdica.
Raquel Henriques da Silva